quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

VAI CORRER MUITO DINHEIRO NA ELEIÇÃO DE PREFEITO E VEREADOR ESTE ANO

 

Total do fundo partidário chega perto de R$ 5 bi; PL e PT vão movimentar, juntos, quase 1 bilhão e meio de reais

 



O presidente Lula sancionou, nesta segunda-feira (22), o valor de R$ 4,96 bilhões para financiar as campanhas da eleição municipal deste ano. A cifra havia sido aprovada pelo Congresso Nacional e representa um recorde para os pleitos nas cidades. O fundão é repartido de acordo com regras previstas na legislação eleitoral. Entre os critérios estão os tamanhos das bancadas na Câmara e no Senado.

 

O PL do ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje inelegível, deverá receber R$ 863 milhões para bancar as atividades dos candidatos do partido neste ano. A previsão para o PT do presidente Lula é de R$ 604 milhões. Em seguida estão: União Brasil (R$ 517 milhões), PSD (R$ 427 milhões), MDB (R$ 410 milhões) e PP (R$ 406 milhões). Aliás, PP é o atual partido do prefeito de Nanuque, Gilson Coleta Barbosa.

 

Republicanos (R$ 332 milhões), Podemos (R$ 249 milhões), PDT (R$ 171 milhões) e PSDB (R$ 156 milhões) completam a lista dos dez partidos que mais receberão recursos. O cálculo foi feito por Henrique Cardoso Oliveira e Jaime Matos, cientistas políticos da Fundação 1º de Maio, ligada ao partido Solidariedade. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deverá divulgar uma tabela oficial com a divisão da verba até o fim de junho. Os valores, no entanto, poderão sofrer ajustes.

 

POR ENQUANTO, CAMINHOS DO PL E DO PT EM NANUQUE SÃO DIFERENTES

 

Os dois principais partidos políticos do País estão em condição legal vigente em Nanuque, segundo comprova o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).No entanto, a sinalização pré-eleitoral de um é bem diferente da do outro, pelo menos por enquanto.  O PT já definiu a pré-candidatura a prefeito do empresário Leo Costa e vem buscando ampliar a lista de pré-candidatos a vereador. O PL ainda não definiu absolutamente nada de concreto, limitando-se a informar que o partido está em fase de diálogo com outras legendas, inclusive com o PP de Gilson Coleta.

 

Faltam menos nove meses para as eleições de prefeito, de vice-prefeito e de vereador, marcadas para o dia 6 de outubro deste ano.


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O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, popularmente conhecido como fundo eleitoral ou “fundão”, atingirá a marca recorde de 4,9 bilhões de reais nas eleições municipais de 2024, conforme estabelecido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024. Esta quantia representa um aumento significativo em comparação com o pleito municipal de 2020, que contou com 2 bilhões de reais, e mantém o mesmo valor da eleição nacional de 2022.

 

PREVISÃO É CORRER MUITO MAIS DINHEIRO DO QUE FOI EM 2020: CAMPANHA DE GILSON CUSTOU R$ 134,7 MIL

 

De acordo com os dados informados ao TSE, a campanha vitoriosa do prefeito Gilson em 2020 movimentou apenas 134.700 reais, menor que os gastos do segundo colocado Nide Alves de Brito (R$ 208.592,85) e do terceiro, Roberto de Jesus (R$ 142.195,11), que estava no cargo de prefeito e disputava a reeleição.

 

Arte reproduzida do jornal Folha de São Paulo


ANTES ERA DIFERENTE

 

Até 2015, as grandes empresas, como bancos e empreiteiras, eram as principais responsáveis pelo financiamento dos candidatos. Naquele ano, o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu a doação empresarial sob o argumento de que o poder econômico desequilibrava o jogo democrático.

 

A partir das eleições de 2018, foi então criado o fundo eleitoral, que usa dinheiro público para bancar as atividades de campanha dos candidatos.

 

O fundão da última eleição municipal, em 2020, ficou estabelecido em R$ 2 bilhões (quantia que, com a correção da inflação, seria agora de aproximadamente R$ 2,5 bilhões).

 

Dirigentes partidários argumentaram que não seria possível fazer uma campanha eleitoral com menos dinheiro do que em 2022, cujo fundo foi de R$ 4,9 bilhões. Só que aquele foi um ano de eleições gerais, com disputa para presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. O aumento dos recursos para financiamento da campanha deste ano teve participação de partidos de diferentes cores, como PT e PL, além das siglas do centrão. (Com informações e parte de reprodução do texto do jornal Folha de S. Paulo, edição de 23/1/2024)

 

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