Total do fundo partidário chega perto de R$ 5 bi; PL e PT vão movimentar, juntos, quase 1 bilhão e meio de reais
O presidente Lula sancionou,
nesta segunda-feira (22), o valor de R$ 4,96 bilhões para financiar as
campanhas da eleição municipal deste ano. A cifra havia sido aprovada pelo
Congresso Nacional e representa um recorde para os pleitos nas cidades. O
fundão é repartido de acordo com regras previstas na legislação eleitoral.
Entre os critérios estão os tamanhos das bancadas na Câmara e no Senado.
O PL do ex-presidente Jair
Bolsonaro, hoje inelegível, deverá receber R$ 863 milhões para bancar as
atividades dos candidatos do partido neste ano. A previsão para o PT do
presidente Lula é de R$ 604 milhões. Em seguida estão: União Brasil (R$ 517
milhões), PSD (R$ 427 milhões), MDB (R$ 410 milhões) e PP (R$ 406 milhões).
Aliás, PP é o atual partido do prefeito de Nanuque, Gilson Coleta Barbosa.
Republicanos (R$ 332 milhões),
Podemos (R$ 249 milhões), PDT (R$ 171 milhões) e PSDB (R$ 156 milhões)
completam a lista dos dez partidos que mais receberão recursos. O cálculo foi
feito por Henrique Cardoso Oliveira e Jaime Matos, cientistas políticos da
Fundação 1º de Maio, ligada ao partido Solidariedade. O TSE (Tribunal Superior
Eleitoral) deverá divulgar uma tabela oficial com a divisão da verba até o fim
de junho. Os valores, no entanto, poderão sofrer ajustes.
POR ENQUANTO, CAMINHOS DO PL E
DO PT EM NANUQUE SÃO DIFERENTES
Os dois principais partidos
políticos do País estão em condição legal vigente em Nanuque, segundo comprova
o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).No entanto, a sinalização pré-eleitoral de
um é bem diferente da do outro, pelo menos por enquanto. O PT já definiu a pré-candidatura a prefeito
do empresário Leo Costa e vem buscando ampliar a lista de pré-candidatos a vereador.
O PL ainda não definiu absolutamente nada de concreto, limitando-se a informar
que o partido está em fase de diálogo com outras legendas, inclusive com o PP de
Gilson Coleta.
Faltam menos nove meses para
as eleições de prefeito, de vice-prefeito e de vereador, marcadas para o dia 6
de outubro deste ano.
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O Fundo Especial de
Financiamento de Campanha, popularmente conhecido como fundo eleitoral ou
“fundão”, atingirá a marca recorde de 4,9 bilhões de reais nas eleições
municipais de 2024, conforme estabelecido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) de 2024. Esta quantia representa um aumento significativo em comparação
com o pleito municipal de 2020, que contou com 2 bilhões de reais, e mantém o
mesmo valor da eleição nacional de 2022.
PREVISÃO É CORRER MUITO MAIS
DINHEIRO DO QUE FOI EM 2020: CAMPANHA DE GILSON CUSTOU R$ 134,7 MIL
De acordo com os dados informados
ao TSE, a campanha vitoriosa do prefeito Gilson em 2020 movimentou apenas
134.700 reais, menor que os gastos do segundo colocado Nide Alves de Brito (R$
208.592,85) e do terceiro, Roberto de Jesus (R$ 142.195,11), que estava no
cargo de prefeito e disputava a reeleição.

Arte reproduzida do jornal Folha de São Paulo
ANTES ERA DIFERENTE
Até 2015, as grandes empresas,
como bancos e empreiteiras, eram as principais responsáveis pelo financiamento
dos candidatos. Naquele ano, o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu a doação
empresarial sob o argumento de que o poder econômico desequilibrava o jogo
democrático.
A partir das eleições de 2018,
foi então criado o fundo eleitoral, que usa dinheiro público para bancar as
atividades de campanha dos candidatos.
O fundão da última eleição
municipal, em 2020, ficou estabelecido em R$ 2 bilhões (quantia que, com a
correção da inflação, seria agora de aproximadamente R$ 2,5 bilhões).
Dirigentes partidários
argumentaram que não seria possível fazer uma campanha eleitoral com menos
dinheiro do que em 2022, cujo fundo foi de R$ 4,9 bilhões. Só que aquele foi um
ano de eleições gerais, com disputa para presidente, governadores, senadores e
deputados federais e estaduais. O aumento dos recursos para financiamento da
campanha deste ano teve participação de partidos de diferentes cores, como PT e
PL, além das siglas do centrão. (Com informações e parte de reprodução do texto do jornal Folha de S. Paulo, edição de 23/1/2024)
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