Capital político do ex-prefeito nas duas últimas eleições teve média de 6.000 votos, ou seja, 30% do total de votos válidos
Gilson Coleta (PP), Naiara
Lima (PSDB), Leo Costa (PT) ou Roberto de Jesus (Avante)? Quem merecerá o apoio
do ex-prefeito Nide Alves de Brito (PSD) nas eleições de outubro próximo? A pergunta
que frequenta as redes sociais veio depois que Nide desistiu de concorrer a
prefeito.
Analisando os resultados das
duas últimas eleições municipais, constata-se que o capital político do
ex-prefeito pode fazer alguma diferença. Em 2016, Nide alcançou
nada menos que 6.758 votos e ficou em segundo lugar, o equivalente a 32,91% do
total apurado nas urnas. Em 2020, novamente Nide garantiu o segundo lugar, com
5.412 votos (29,06%).
Somando-se os votos de 2016 e
2020, chega-se a um percentual médio de 30% que é atribuído como o capital
político de Nide. O sociólogo francês Pierre Bourdieu, falecido em 2002 aos 72
anos, popularizou o que se entende como “capital político”. Para ele, trata-se
do “reconhecimento social que torna alguns indivíduos, mais do que outros,
aceitos como atores políticos e, portanto, capazes de agir politicamente”.
Em abril deste ano, em
entrevista concedida ao site objetivonexus.net, ao ser perguntado sobre uma
possível candidatura a prefeito, Nide respondeu: “Ainda não tomei decisão sobre
candidatura em 2024. Somente Deus sabe o destino das pessoas, o futuro é sempre
uma incógnita para todas as pessoas, a começar da existência da própria vida e
outros elementos que compõem a nossa existência.”
Nide completa 79 anos de idade
em agosto e foi prefeito por três mandatos, totalizando 14 anos no poder (1977-1982,
1989-1992 e 2009-2012).
Alguns observadores da política, no entanto, são do entendimento de que o capital político de um determinado candidato nunca é transferido totalmente a outro candidato por ele apoiado; às vezes, o percentual de transferência chega a ser inferior a 30%. No caso de Nide, portanto, na mais modesta das hipóteses, seu apoio poderia significar um suporte na faixa de 1.500 a 1.800 votos, o que não é de se jogar fora em uma corrida eleitoral.
IDADE BIOLÓGICA X IDADE CRONOLÓGICA
Em resposta a alguns
questionamentos relativos à sua idade, Nide chegou a escrever nas redes
sociais: “Ter idade biológica menor que a idade cronológica depende do estilo
de vida, o que você come, bebe, se exercita, como pensa, age, se emociona,
dorme, se é sedentário, estressado, ansioso, deprimido, triste, se carrega e
acumula ódios e mágoas profundas, como
se relaciona, se conversa com Deus, e demais atitudes que são importantes para
impactar positivamente nossa saúde e bem-estar”, disse ele. E acrescentou um
exemplo de um senhor irlandês de idade cronológica com 93 anos apresentou idade
biológica de 30 anos.
Há alguns anos, em entrevista,
Nide garantiu: “Sinto-me com uma motivação incrível para concorrer, muito maior
do que em eleições anteriores. Posso dizer que estou pronto para o quarto
mandato. A saúde vai bem. Faço caminhadas todos os dias, rigorosamente,
percorrendo de 8 a 12 km.”
A idade cronológica é medida
em anos, enquanto a idade biológica é avaliada pelas funções físicas e mentais
de uma pessoa.
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